Firanus

Firanus nasceu no reino de Afoharia, no extremo oeste iliriano, sob o crepúsculo do Trono de Kandor, o conjunto de montanhas onde diziam que o sol repousava durante a noite. Filho da kandrus (elfo sombrio) Enielan, escrava e dançarina no harém de Nefirus, um influente senhor da guerra da região. Seu pai, um elfo selvagem do Grande Mar Verde, violou sua mãe e foi prontamente caçado e morto por Nefirus. O nome do seu genitor permaneceu um enigma não resolvido para Firanus, mesmo tendo herdado a lança que Nefirus tirou do corpo.

Ele cresceu nos corredores silenciosos de um dos palácios imponentes, esculpidos nos altos rochedos do Trono de Kandor. Ali, cresceu apreciando a melodia do vento e ouvindo as histórias dos serviçais do palácio, sobre o leste e sobre aventureiros.

Assim que teve tamanho para cavalgar, Firanus se embrenhou no desconhecido, trilhando um caminho duvidoso de roubos e mortes rumo ao leste. Mas a quem interessasse, Firanus era apenas um bardo aventureiro.

Alguns anos e reinos de distância depois, Firanus de Afoharia já considerava a si mesmo um aventureiro (e um bardo razoavelmente bom), quando chegou até a capital do reino de Coba.

E foi fugindo do desmoronamento da parte alta da cidade, uma catástrofe causada por vermes gigantes que residiam nas galerias subterrâneas do lugar, que ele conheceu Karin ut Enbathar, Englael Nakari e Mira. E partiu com eles para dar início as histórias do grupo que mais tarde ficaria conhecido como Os Elfos Perdidos.

Com eles, Firanus de Afoharia, o filho bastardo de uma escrava das montanhas rochosas da terra do crepúsculo, acumulou mais de um século de aventuras, se tornou senhor de terras e amigo de reis. Mesmo assim ainda é possível encontra-lo em tavernas de beira de estrada por Iliria, contando sobre a sereia para quem jamais retornou, sobre quando se tornou vampiro e foi curado, ou sobre quando acertou um crânio na cabeça de Saini, a deusa da morte em pessoa.